Utilização de taxa variável pode ajudar na redução de custos

Sempre quando se fala em melhoramento nas técnicas de manejo de um cultivo, a tecnologia de aplicação à taxa variável entra em questão. Este procedimento que ainda não é muito difundido em âmbito nacional é amplamente empregado no exterior, especialmente em países que possuem poucas áreas férteis e que necessitam obter máxima produtividade por hectare. A lista de benefícios para quem utiliza estas técnicas inclui redução de custos com insumos agrícolas e aumento da produtividade, esta técnica nem sempre parece atrair muito a atenção de produtores.

Como o nome sugere, este método de aplicação consiste em variar a taxa com que se aplica um produto em cada subárea dentro de um talhão. Na maioria dos casos, os produtos alvo deste tipo de manejo são os fertilizantes e herbicidas, podendo ser aplicado também para outros defensivos, irrigação ou plantação, conforme demanda.  Os primeiros usos desta tecnologia datam dos anos 1980, nos quais se mantinha a vazão de saída constante dos implementos, porém variava-se a velocidade do implemento para variar a quantidade aplicada em cada área. Isto permitia uma variação simples da dosagem, porém dependia integralmente na capacidade do operador em saber quais locais demandavam diferentes doses. Desde então, com o advento do GPS e sistemas capazes de variar a vazão do produto, a tecnologia da aplicação variável vem evoluindo em conjunto com avanços no ramo de sensoriamento remoto e aeronaves remotamente pilotadas (ARPs).

foto 1 - taxa variável

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Armazenamento adequado garante grãos de qualidade

Terra boa, clima favorável, tecnologia e grandes áreas. Tudo isso torna Mato Grosso um dos maiores produtores de grãos do Brasil.  Com uma história agrícola relativamente nova, o estado revelou ao país e ao mundo sua vocação para a produção de grãos e a cada ano surpreende com números recordes.  Líder nacional na produção de soja, milho, algodão e girassol, tem uma área plantada que tem crescido ano a ano. Isso acontece porque os produtores rurais, incluindo agricultores e pecuaristas, estão cada vez mais bem informados no que se refere às tecnologias para aumentar a produtividade e a produção.

Considerando a margem de segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para Alimentação e Agricultura (FAO), que é de 20% em cima de tudo que se produz em grãos, em 2018, o déficit de armazenagem deve aumentar 38 milhões em Mato Grosso. A falta de locais adequados para armazenar os grãos é um problema que aflige todo o Brasil. O país tem capacidade para estocar até 157,6 milhões de toneladas, o que significa dizer que falta espaço para estocar mais de 32% do que já foi colhido, o que equivale a cerca de 75 milhões de toneladas.

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Classificação de grãos é um problema que tem tirado o sono dos produtores

Classificação de grãos. Este é um assunto polêmico que está sempre presente nas reuniões, encontros e eventos do setor do agronegócio. Tem sido apontado como um problema grave e que tem “tirado o sono” dos produtores rurais. Além da discussão sobre a classificação de grãos propriamente dita, há ainda a reclamação de falta de mão de obra para fazer o trabalho. “É um problema que atinge todos, mas é importante destacar que cada caso é um caso”, diz o produtor rural Amarildo de Almeida Souza.

A Classificação de Grãos é um processo importante no ato da comercialização dos produtos de origem vegetal de uma propriedade rural. É onde se determina o Grupo, a Classe e o Tipo dos grãos avaliados, através de um profissional habilitado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Durante todo o processo produtivo, onde há um investimento significativo para se obter boa produtividade, essa etapa de classificação vem  garantir a qualidade que o produto apresenta no ato da comercialização, e tem por base análises específicas e, por comparação entre a amostra analisada e os padrões oficiais aprovados pelo Mapa. Com isso, se dá o deságio de acordo com os limites excedidos, aplicando assim os descontos nos lotes de grãos comercializados.

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Rafael Manzutti

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Profissionais capacitados para combater incêndios em propriedades rurais ajudam a minimizar os prejuízos

Com a chegada do período de seca, também chega a preocupação dos produtores rurais com os incêndios e as queimadas. Com o objetivo de minimizar os prejuízos e evitar o fogo, os produtores rurais mato-grossenses se unem para capacitar profissionais que vão atuar no combate às queimadas e aos incêndios nas propriedades rurais. Para Anísio Amorim Leite, produtor de soja e milho no município de Nova Mutum, 2017 foi um ano de muito prejuízo. Ele conta que sua propriedade fica à beira de uma estrada bastante movimentada e, isso tornou ainda mais difícil evitar os incêndios. “Nós tivemos pelo menos quatro situações, onde o fogo ficou praticamente incontrolável. Fizemos um grupo no whatsap para um ajudar o outro nas situações de emergência. Passamos pelo menos três meses de tensão. Na nossa região foram mais de 15 incêndios com grandes prejuízos”.

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Divulgação

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Setor de qualificação de grãos está em plena expansão

A classificação de grãos é um processo que fiscaliza a qualidade dos produtos vendidos pelo produtor a uma cooperativa, cerealista, trading ou indústria. E essa sempre foi uma preocupação para o produtor rural. Se o grão de soja não estiver de acordo com os parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o agricultor pode ter o desconto no pagamento da carga.

Como a estimativa de produção de grãos para a safra 2017/2018 ser de 223,3 a 227,5 milhões de toneladas, os produtores têm buscado, cada vez mais,  informações, orientações e treinamentos para entender melhor como funciona essa área de classificação de grãos. Diante deste panorama, a demanda para estes treinamentos junto ao Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (SENAR-MT) tem crescido.

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