Aumenta a utilização de drones no monitoramento das lavouras de cana

A cada dia que passa aumenta a utilização de veículos aéreos não tripulados (drones) na agricultura. O sensoriamento remoto tem sido utilizado para o mapeamento de variações de crescimento e estimativas de produções na agricultura. Seu uso vem sendo adotado como uma importante opção para a aplicação e utilização de novos conhecimentos no setor da cana-de-açúcar, auxiliando o produtor nas estratégias de gerenciamento. A identificação e quantificação de falhas nas linhas de plantio dos canaviais, atividade que é de extrema importância para verificar a uniformidade da germinação, calcular as perdas e estimar produtividade, é uma das tarefas que vem sendo possíveis graças aos drones.

Na maioria dos casos, a forma para a detecção de falhas em linhas de plantio em culturas é realizada manualmente, o que ocasiona, segundo especialistas, erros consideráveis de estimativa e identificação. Em alguns casos utiliza-se análises com imagens de satélites, no entanto, os resultados obtidos com as estimativas muitas vezes são superficiais e não ajudam muito na tomada de decisões.

Outras contribuições dos drones para a cadeia produtiva da cana de açúcar

– Prospecção de áreas para arrendamento

– Monitoramento de pragas e doenças

– Avaliação prévia da situação ambiental

– Acompanhamento constante do ciclo produtivo

– Inspeção segura de áreas com sinistros e fenômenos climáticos severos

– Rastreamento de linha de plantio pra colheita mecanizada

– ´Calculo de volume de bagaço de cana

– Monitoramento da erosão do solo

– Levantamento de curva de nível

– Mapeamento de linhas para colheita com piloto automático

Capacitação – O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) em parceria com os sindicatos Rurais do Estado oferece o treinamento de Operação de Veículos Aéreos Não Tripulado (drone) com carga horária de 16 horas. O objetivo é mostrar ao participante como operar estes equipamentos conforme as técnicas de instrução adequadas e legislação.

Além da parte prática do treinamento, o conteúdo inclui assuntos como: definição, origem e evolução tecnológica do equipamento, boas práticas de voo, regras da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e ainda as funções de um drone. Mas não é só isso. O participante aprende ainda a fazer o check-list para operação do equipamento e discute assuntos como agricultura com o uso da tecnologia.

Vale ressaltar que um dos pré-requisitos para fazer este treinamento é a apresentação da declaração da empresa rural com registro de Imposto sobre Propriedade Territorial Rural (ITR), ou comprovante de contribuição sindical ou ainda certificado de cadastro do imóvel rural. Os interessados devem procurar o Sindicato Rural de seu município para saber se há turmas previstas para 2019 e se ainda há vagas.

Tecnologia digital – O pesquisador Thiago Teixeira Santos e o analista Luciano Vieira Koenigkan estão desenvolvendo um equipamento que, acoplado a uma câmera fotográfica, automatiza o processo de captura de imagens de culturas agrícolas. A tecnologia será usada pela Embrapa Agroenergia (Brasília, DF) em estudos de fenotipagem de plantas desenvolvidos pelo projeto de pesquisa da Rede Pluricana.

Com a integração dessa máquina ao programa de computador 3DEmeter Capture, também desenvolvido pela Embrapa Informática Agropecuária, os melhoristas e fisiologistas vegetais vão poder reconstruir as plantas digitalmente. Isso deve ajudar na coleta de uma série de parâmetros, como altura, largura, biomassa e volume. Essas características manifestadas pelos vegetais, que correspondem aos fenótipos da cultura, permitirão identificar quais são as plantas mais promissoras em termos de condições específicas, como o estresse hídrico e as altas temperaturas.

Assim, além de aumentar a escala de testes de materiais genéticos, será possível testar diferentes genótipos e elaborar análises mais rápidas. “Esse modelo 3D vai obter diversas características e alimentar uma base de dados para que os melhoristas e fisiologistas tenham uma quantidade grande de informações para fazer, por exemplo, decisões de melhoramento, busca de genes, avaliação de resposta de estresses, entre outras ações importantes para a pesquisa”, diz Thiago Santos.

Fonte: Embrapa

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