Amostragem e análise de qualidade garantem uma boa correção do solo

As amostragem e análises de solo devem ser feitas anualmente na agricultura e, pelo menos a cada três anos nas pastagens. O objetivo é estimar a capacidade do solo de fornecer quantidades adequadas de nutrientes necessários para atender às necessidades da lavoura ou das pastagens. É importante dizer que os resultados do teste somente são úteis quando utilizados em conjunto com uma curva de calibração que relacione a análise de laboratório a um conjunto de dados de resposta de plantação. Sem os dados de resposta (calibração), os resultados do laboratório não têm muito significado. O padrão de amostragem deve ser configurado para caracterizar melhor a variabilidade dentro do campo.

Diferentes sistemas de cultivo fornecem quantidades e profundidades diferente de mistura de nutrientes. Frequentemente, os nutrientes se tornam estratificados — ou em camadas — no perfil do solo. Isso pode afetar a disponibilidade dos nutrientes da planta, especialmente se as condições de umidade limitarem a atividade de raiz em qualquer momento durante a estação de crescimento. Por exemplo, se os nutrientes se acumularem nas três ou quatro polegadas superiores da zona da raiz e o solo secar no meio do verão, a planta pode ficar subnutrida devido à indisponibilidade de posição dos nutrientes. Isto é, o suprimento na verdade está lá, mas está inacessível às raízes devido à falta de umidade.

amostragem de solo - 1

A análise do solo é uma das principais ferramentas para indicar quanto o solo pode fornecer de determinado nutriente. Esta análise é feita por meio da coleta de amostras de terra que representarão extensas áreas. Portanto, é indispensável que a amostragem seja feita com muito critério. A área total deverá ser subdividida em talhões homogêneos quanto à cor do solo, textura, vegetação anterior e topografia.

Deve-se caminhar em zigue-zague e coletar sub-amostras contendo mais ou menos a mesma quantia de terra nas profundidades de zero a 20 e/ou de 20 a 40 centímetros ou de zero a 25 e/ou de 25 a 50 centímetros, dependendo da profundidade do preparo do solo que será realizado posteriormente. É necessário recolher 20 sub-amostras que irão compor uma única amostra de cada produtividade, contendo cerca de 300 gramas cada. Pode-se utilizar diversos equipamentos para a retirada de amostras de solo, sendo muito importante a limpeza desses utensílios após cada amostragem.

As amostras devem ser identificadas e etiquetadas, contendo todas as informações sobre o local, e, posteriormente, enviadas para um laboratório credenciado. As amostras de solo serão, então, analisadas por métodos químicos que utilizam soluções ou resinas extratoras. O importante é que a solução extratora deve simular o que as raízes da planta fariam. Por isso, antes do método ser escolhido como método rotineiro num laboratório, é feito um trabalho de calibração da análise do solo pelos pesquisadores, que significa correlacionar o teor do elemento que a análise indicou para aquele determinado solo e a produtividade obtida para a cana naquele mesmo solo ou num solo com o mesmo teor do elemento.

DICAS

Quando Coletar – as amostras deverão ser coletadas alguns meses antes do plantio. O ideal é fazer no início da estação seca (outono/ inverno), respeitando as culturas perenes cerca de dois meses após o último parcelamento de adubação.

Tipos de amostra – pode ser simples ou composta. No caso da simples é uma pequena quantidade de terra retirada ao acaso em área ou gleba homogênea. Não é recomendada para avaliação da fertilidade do solo, porém pode ser utilizada para fins de classificação de solo. Já a composta é a reunião de várias amostras simples (sub-amostras) colhidas ao acaso dentro de área ou gleba uniforme, que são misturadas para representá-la melhor. Em geral, sempre devem ser coletadas pelo menos 15 amostras simples para se fazer uma amostra composta. É a metodologia adequada para avaliação da fertilidade do solo.

Onde retirar a amostra – no caso das culturas anuais, metade das amostras na linha misturada com metade das amostras da entrelinha. Nas culturas perenes a coleta pode ser feita na projeção da copa da entrelinha das plantas.

Profundidade de Amostragem – o ideal é realizar a amostragem em duas profundidades: 0-20 e 20-40 cm ou 0-25 cm e 25-50 cm.

Ferramentas para amostragem – Trado de rosca, trado de caneca, trado holandês, sonda, trado tubular.

Fonte: Embrapa, Esalq-USP

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