Anemia Infecciosa equina causa prejuízos e preocupa criadores de cavalo

A Anemia Infecciosa Equina (AIE) ou febre do pântano, como também é conhecida é uma doença que preocupa os criadores de cavalo. Além de já ter causado inúmeras mortes e prejuízos, também já foi motivo de proibições do trânsito de animais em todo o mundo. No entanto, muitos não sabem como ela é transmitida e nem como controlá-la. Vale ressaltar ainda que não é bem conhecido qualquer tipo de tratamento eficaz.

Os primeiros estudos realizados sobre essa doença foram na França, no século XIX. No Brasil foi constatada pela primeira vez no ano de 1968, nos Estados do Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro. É uma doença que pode atingir todas as espécies e raças de equídeos, mas vale ressaltar que os animais subnutridos, parasitados e debilitados apresentam maior predisposição para ficarem doentes.

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Embora esteja espalhada pelo mundo todo, é mais prevalente em áreas úmidas e pantanosas, locais onde está concentrado um grande número de vetores. A transmissão pode ser do tipo vertical, ou seja, da mãe para o feto durante a gestação, ou horizontal, através leite materno, sêmen ou insetos hematófagos, sendo que nesse último caso a transmissão do vírus normalmente está ligada com a transferência de sangue de um cavalo contaminado para um animal sadio.

Os insetos hematófagos são os principais responsáveis pela transmissão desta doença. As manifestações clínicas da AIE podem ser classificadas como aguda ou crônica. Contudo, o vírus pode ser encontrado na corrente sanguínea de animais sem provocar sintomas.

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A forma aguda causa febre, respiração acelerada, prostração, debilidade nas patas, sendo o peso do corpo transferido de uma pata para outra, deslocamento dos membros posteriores para diante e emagrecimento progressivo. Caso o animal não morra dentro de três ou quatro dias, a anemia infecciosa pode tornar-se crônica.

E quando se torna crônica apresenta ataques com intervalos que variam de dias, semanas ou meses. Nos casos de intervalo curto, o animal evolui para óbito dentro de algumas semanas. Com o ataque, ocorre maciça destruição de glóbulos vermelhos do sangue, resultando em anemia.

O diagnóstico laboratorial apresenta importância fundamental na detecção de animais portadores da AIE. Ainda não foi elucidado um tratamento eficaz. Deste modo, o Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (MAPA) preconiza o sacrifício ou interdição da propriedade, quando for detectado foco de AIE.

DICAS

– O controle é o melhor caminho para que o vírus não seja disseminado

– Não compartilhe tralha de montaria como freios, bridões e esporas, que causam ferimentos e sangramentos. Em caso de compartilhamento, faça a desinfecção dos materiais.  Para isso, lave-os com escova e uma mistura de 10 litros de água e 100 ml de detergente. Depois leve tudo para secar ao sol

– Troque esporas afiadas por um modelo de pontas grossas e arredondadas, que cutucam, mas não ferem os animais

– Evite passagem de cavalos desconhecidos em áreas livres da doença

– Exija o exame negativo da doença na hora de comprar qualquer cavalo

– Isole os animais com sintomas suspeitos.

– Drene as zonas pantanosas e controle os insetos transmissores.

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