É tempo de ficar de olho na lucratividade da Cana-de-Açúcar

De acordo com o relatório divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), haverá um aumento de 599 mil toneladas entre a safra 2016/17 e a 2017/18, saindo de 16,3 milhões para R$ 16,9 milhões de toneladas (variação de 3,7%).  A Conab também estimou crescimento na área plantada, saindo de 229 mil hectares para 233 mil (+1,4%). Haverá ainda, conforme o relatório, aumento de 2,2% na produtividade estadual, de 71 mil quilos por hectare para 72,6 mil quilos/ha.Do total, 2,754 milhões de toneladas (crescimento de 1,8%) serão destinadas à produção de açúcar, que está estimada em 391 mil toneladas (queda de 1,6% em relação à última safra). A produção de cana destinada ao etanol deverá aumentar 4%, chegando a 14,1 milhões de toneladas. A previsão da Conab é de que Mato Grosso produza 1,2 bilhão de litros do biocombustível (aumento de 0,3%).

 

 

A matéria-prima destinada à produção de etanol anidro deverá chegar a 6,9 milhões de toneladas. Segundo a Conab, Mato Grosso produzirá 586 milhões de litros de etanol anidro (aumento de 12,1%). A produção de etanol hidratado, por outro lado, está estimada em 637 milhões de litros (-6,8%). Para este combustível, o Estado destinará 7,3 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. A colheita da safra de 2018/2019 de cana-de-açúcar teve início em Mato Grosso e a maior parte deve ser destinada à produção de etanol. Segundo Conab, o objetivo é aumentar a quantidade do combustível em até 22% e produzir um bilhão de litros do combustível. De acordo com os dados da Conab, em Mato Grosso, o total da área a ser colhida é de aproximadamente 227 mil hectares.

 

 

Diante deste panorama o produtor precisa estar de olho na lucratividade e na rentabilidade. É importante saber como controlar os custos de produção, não esquecendo o custo das mudas na formação do canavial. Também é preciso avaliar o preço do insumo e fazer uma relação entre custo e produção.  Em um cenário tão dinâmico de preços, o produtor precisa ficar bastante atento e ter uma gestão bastante minuciosa de toda a produção. Caso contrário pode ter perda de rentabilidade e até prejuízo.

BRASIL – Já no Brasil, segundo a Conab, a safra 2017/2018 de cana-de-açúcar está estimada em 646,34 milhões de toneladas, com uma queda de 1,7% quando comparada às 657,18 milhões da última temporada. A área colhida sofreu uma redução de 3,1%, passando de 9,05 milhões para 8,77 milhões de hectares. O recuo na produção só não é maior graças ao aumento de 1,5% na produtividade, que deve passar das 72,62 toneladas por hectare da safra anterior para 73,73 toneladas por hectare. A prioridade continua sendo a produção de açúcar, que deve atingir 39,39 milhões de toneladas – um aumento de 1,8% em relação à safra anterior, de 38,69 milhões de toneladas. Com esta tendência, a produção de etanol registra redução de 6,1%, passando de 27,81 para 26,12 milhões de toneladas. Mas a queda ocorre apenas no etanol hidratado, aquele que vai direto para as bombas de combustível. O anidro tem mercado garantido na mistura com a gasolina e não apresenta variações na produção. Enquanto o hidratado cai 10,2% e sai de 16,73 para 15,02 bilhões de litros, o anidro sobe de 11,07 para 11,09 bilhões de litros, com aumento de 0,2%.

 

 

Neste levantamento, a Conab divulga também o percentual de colheita mecanizada no país. A estimativa desta safra é de que 90,2% da área de colheita adote a tecnologia. Na região Centro-Sul, o percentual é de 95,6%, enquanto que no Norte-Nordeste é de apenas 23,2%, devido à dificuldade de atuação mecânica num relevo mais acidentado. A Conab faz quatro estimativas ao longo do ano-safra da cana-de-açúcar. Os dados deste segundo levantamento foram coletados entre os dias 30 de julho e 12 de agosto. O setor sucroalcooleiro brasileiro despertou o interesse de diversos países, principalmente pelo baixo custo de produção de açúcar e álcool. Este último tem sido cada vez mais importado por nações de primeiro mundo que visam a reduzir a emissão de poluentes na atmosfera e a dependência de combustíveis fósseis. Todavia, o baixo custo é conseguido por vezes pelo emprego de mão de obra assalariada de baixíssima remuneração e, em alguns casos, há até seu uso com características de escravidão por dívida.  No Brasil, a agroindústria da cana-de-açúcar tem adotado políticas de preservação ambiental que são exemplos mundiais na agricultura, embora, nessas políticas, não estejam contemplados os problemas decorrentes da expansão acelerada sobre vastas regiões e o prejuízo decorrente da substituição da agricultura variada de pequenas propriedades pela monocultura. Já existem diversas usinas brasileiras que comercializam crédito de carbono, dada sua eficiência ambiental.

Fontes: Olhar Direto,  Conab e o site da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Única)

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