Planejamento é o ponto primordial para iniciar uma criação de suínos

Com números expressivos no Brasil, a carne suína é destaque. Em 2015 foram exportadas mais de 700 mil toneladas. É importante enfatizar que, em 2016, houve um aumento de 100 mil toneladas na produção se comparado ao ano anterior. As exportações também aumentaram em 30% . A atividade movimenta mais de R$ 140 bilhões por ano e é responsável pela geração de 126 mil empregos diretos e mais 900 mil indiretos em todo o Brasil.  A suinocultura é marcada pela evolução de processos de criação que visam principalmente a produtividade e a redução de custos. Toda cadeia produtiva possui um conjunto de matéria-prima, fornecedores, insumos e ainda máquinas e equipamentos. O objetivo de todo este investimento e cuidado com o desenvolvimento da cadeia produtiva da suinocultura é um produto de qualidade.

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A cadeia produtiva para a suinocultura foi desenvolvida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e aponta, pelo menos, cinco etapas importantes. O manejo da produção é uma delas e compreende o completo processo reprodutivo e produtivo do sistema e, por isso, exige maior atenção e dedicação. O manejo da produção é uma delas e compreende várias fases como nutrição, manejo e ambiente. Outras fases que merecem acompanhamento são a maternidade e a creche que marca a fase em que o suíno se alimentará de ração. Além destas, existem outras como a do crescimento e terminação que compreende gestação, descarte de fêmeas e manejo de machos.


Suinocultura- Rafael Manzutti (34)A produção de suínos no Brasil é caracterizada pela produção que visa criar os suínos de forma confinada, desenvolvendo o ciclo completo, em um único espaço que compreende de 160 a 320 matrizes. As etapas de produção desde o nascimento do suíno até o abate são desenvolvidas para um sistema de criação do tipo “todos dentro, todos fora”. Neste sistema, os suínos de cada lote ocupam ou desocupam uma sala em um mesmo momento. Esse sistema proporciona que o espaço de produção tenha limpeza e desinfecção ao mesmo tempo.

O material genético é outro ponto importante para o desenvolvimento de suínos. Tem que ser de qualidade, pois a genética é considerada a base tecnológica que sustentará a produção. É da qualidade genética que provem o desempenho de uma raça ou linhagem, dependendo também de fatores como o ambiente. O sistema genético depende de fatores para que o resultado final seja o suíno que dará a melhor carne e menos problemas para criação, engorda e terminação.

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Responsável por 65% dos custos de produção, a nutrição merece uma atenção especial. É preciso considerar fatores como a forma física da ração que se divide em farelos ou peletizada.  A avaliação dos alimentos e a alimentação por sexo separado, em que devem ser levados em consideração hormônios sexuais, potencial de crescimento, atividade hormonal e outros também influenciam consideravelmente no desenvolvimento dos leitões.  Além da Nutrição, a sanidade também é ponto de atenção. A saúde física dos suínos merece cuidado especialmente com a limpeza e desinfecção dos espaços e a visita de veterinários.

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INÍCIO DA PRODUÇÃO – De acordo com o médico veterinário e analista da Embrapa Suínos e Aves, Vitor Hugo Grings, as leitoas devem chegar à propriedade com cerca de cinco meses para passarem por um período de adaptação na granja antes da cobertura. É importante manter o contato de machos e leitoas por 10 minutos diariamente para estimular o cio. A gestação leva 114 dias. Há raças que chegam a produzir cerca de 11 leitões por parto, duas vezes ao ano. Leitões que mamam o colostro rapidamente aumentam as chances de sobrevivência. Na unidade de gestação, assim que for confirmada a prenhez são encaminhadas para a unidade de gestação, ou seja baias coletivas ou gaiolas individuais, onde permanecem até uma semana antes do parto, sendo que a gestação dura cerca de 114 dias.

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MATERNIDADE – Já a maternidade são gaiolas individuais com abrigo para proteção dos leitões e é o local onde permanecem até terminar a fase de aleitamento. A desmama ocorre, normalmente, quando os leitões atingem entre 21 e 28 dias de idade, sendo os leitões encaminhados para a creche e as porcas retornam para o setor de reprodução. É importante destacar que as leitoas vão para a maternidade uma semana antes do parto. No caso da maternidade, o controle das condições ambientais é mais complexo que nas demais instalações, já que o projeto deve atender a microambientes específicos para as matrizes e para os leitões, além de protegê-los contra possível esmagamento. Para evitar o esmagamento, normalmente são projetadas gaiolas, com proteções e delimitações de áreas destinadas aos leitões, chamadas escamoteadores, que possibilitam poucos movimentos à fêmea.

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