Vantagens e desvantagens do confinamento e semiconfinamento

Confinamento e semiconfinamento são sistemas de alimentação para a engorda de bovinos muito utilizados no Brasil, principalmente no período de seca. É quando as pastagens perdem os seus níveis de qualidade e, consequentemente, não são capazes de fornecer os nutrientes necessários para que ocorra a nutrição adequada do animal. Em Mato Grosso, boa parte dos pecuaristas utilizam o sistema de confinamento ou semiconfinamento.

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Todo sistema tem vantagens e desvantagens. No confinamento, os pontos positivos são o retorno rápido dos investimentos realizados, produção de adubo orgânico, redução da idade de abate, flexibilidade de produção e carne com maior maciez.  Já a desvantagem é o custo elevado deste sistema de produção.

No semiconfinamento, as vantagens são a redução da idade de abate, adiantamento do faturamento, menores investimentos e maior flexibilidade operacional.  Porém, a dependência de boas pastagens é uma das desvantagens. O especialista em confinamento e semiconfinamentos, José Ribeiro Almeida Junqueira enfatiza que nos dois sistemas é preciso ter acompanhamento técnico para garantir os melhores resultados de produção do seu rebanho.

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A utilização de suplementos concentrados permite corrigir deficiências específicas de nutrientes na forragem para maximizar a atividade de digestão da fração fibrosa e, consequentemente, utilizar mais eficientemente os carboidratos estruturais, além de complementar a dieta em situações de escassez de forragem. Nas situações onde o consumo é limitado pela baixa oferta de forragem, um suplemento pode substituir a forragem proveniente do pasto, constituindo, às vezes, o único alimento disponível. Os níveis de concentrado e as estratégias a serem usadas são dependentes da categoria animal e das metas de ganho de peso.

É importante destacar que durante a fase de terminação, a eficiência de conversão (kg MS/kg PC), é reduzida quando comparada na recria. Isso se deve, pelo fato da diminuição do acúmulo de músculo e aumento do crescimento do tecido adiposo, o qual necessita de mais energia para sua deposição. Sendo necessária a adequação correta da suplementação nessa fase.

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Então, para terminar os animais a pasto, em uma época com baixa oferta de forragem e baixo valor nutritivo, deve-se explorar o efeito substitutivo, deixando de ingerir forrageira para ingestão de concentrado, permitindo maior fornecimento de energia. Neste cenário, a forragem deixa de ser o componente principal da dieta, sendo importante apenas para a manutenção do ambiente ruminal um mínimo saudável.

Já o confinamento é um sistema de criação de bovinos, no qual lotes de animais são fechados em piquetes, currais ou baias, com área restrita onde alimentação balanceada e água são fornecidos aos animais. Embora seja possível para todas as fases, geralmente é utilizado na terminação de bovinos. A qualidade da carcaça produzida no confinamento depende do bom desempenho obtido na fase de cria e recria.

Bons produtos de confinamento são obtidos a partir de animais sadios, fortes, robustos, com bom desenvolvimento muscular (carne) e gordura suficiente para dar o sabor e proporcionar boa cobertura de carcaça. Os animais em confinamento são fechados na época da seca, devido à escassez de forragem para o pastejo dos animais e para aproveitar estrategicamente melhores oportunidades de negócios.

Planejamento, gerenciamento, características dos animais, qualidade e quantidades de alimentos oferecidos, estado sanitário, entre outros fatores são de suma importância. Capacitação das equipes que trabalham nos confinamentos também é muito importante para que se obtenha um bom resultado final.

Bovinocultura de Corte - Baixa Resolução- Rafael Manzutti (6)O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (SENAR-MT) em parceria com os Sindicatos de Produtores Rurais oferta treinamentos de 40 horas de confinamento e semiconfinamento que tem como objetivo utilizar técnicas para a terminação de bovinos obtendo maior produtividade. O conteúdo inclui ainda assuntos como implantação do programa, instalações e equipamentos, identificação dos animais, exame, separação e manejo dos animais e vários outros assuntos. Os interessados em fazer o treinamento devem procurar mais informações no Sindicato de Produtores Rurais de seu município.

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DOENÇAS

Na chegada dos animais ao confinamento é necessário separar os lotes e determinar o tempo médio em que ficarão confinados até o abate. Na maioria das vezes, o tempo de confinamento é de cerca de 90 dias. Animais doentes devem ser separados dos lotes em currais afastados, enfermaria ou hospital.

As doenças que geralmente acometem os bovinos confinados são: Clostridioses, Cisticercose, Pneumonias, Pododermatites, Poliencefalomalácia, desordens metabólicas/digestivas e dermatites (feridas e infecções de pele). Quando a cisticercose for um problema recorrente, os animais devem ser medicados com sulfóxido de albendazole injetável1 que mata os vermes adultos, ovos e larvas, além de matar os cistos de cisticercose.

No período seco (inverno) as noites são frias e os dias quentes; as rápidas inversões térmicas deste período associada à formação de poeira contribuem para a ocorrência das pneumonias nos bovinos. É preciso estar atento para que haja um rápido diagnóstico e tratamento dos animais acometidos por estas doenças.

 

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